PROJECTO NO AMBITO DA IGUALDADE DO GÉNERO

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O Projecto consiste na realização de campanhas de sensibilização e informação no âmbito da igualdade de género direccionadas a imigrantes, invisuais e analfabetos, reforçadas com a concepção e distribuição de materiais informativos, adaptados e adequados às especificidades culturais e linguísticas. De salientar que todo o material informativo será elaborado nas várias línguas e dialectos, representativas das nacionalidades de imigrantes e minorias étnicas residentes em Portugal. No final do projecto, está igualmente previsto a edição de um numero especial da revista Espaço Con(tacto), sobre esta temática, com a especificidade de esta revista ser editada em Braille, áudio, negro e em várias línguas das comunidades imigrantes, de modo a facilitar o acesso à informação. A revista será distribuída em todo o território nacional, com uma tiragem de 3500 exemplares. O projecto tem a duração de 18 meses e terminará por isso no 2º trimestre de 2010. As campanhas de informação e sensibilização, serão desenvolvidas em todas as capitais de distrito, num total de vinte cidades. Especificamente serão desenvolvidas acções com a colaboração das associações de imigrantes, delegações da ACAPO, ONG's e se possível organismos do poder local. Contactos: Rua do Vilar, nº54/54A 4050 – 625 Porto T| 22 608 19 19 F| 22 5431041 Coordenador: Jorge Oliveira | jorge.oliveira@espacot.pt Técnica: Cláudia Oliveira | claudia.oliveira@espacot.pt Técnico: Leonel Morais | leonel.morais@espacot.pt Técnica: Lúcia Leite | lucialeite@espacot.pt Técnico: Nuno Ferreira | nuno.ferreira@espacot.pt

Mais Mulher

O projecto “+ Mulher”, promovido pelo Espaço T – Associação para o Apoio à Integração Social e Comunitária, nasceu com dois objectivos: em primeiro lugar, sensibilizar a população da região do grande Porto para a temática da Igualdade de Oportunidades e numa segunda etapa, para informar a já referida população. O grande Porto abrange, como se sabe, para além da cidade Invicta, os concelhos de Vila Nova de Gaia, Espinho, Maia e Matosinhos. O projecto foi financiado pelo Sistema de Apoio Técnico e Financeiro às ONG’s, inserido na Medida 4.4., Tipologia 4.4.3.1. do POEFDS, Programa Operacional para o Emprego, Formação e Desenvolvimento Social.

Este Sistema consubstancia um Contrato – Programa entre a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIDM) e o referido Programa. O projecto em causa pretendeu abordar, durante 12 meses, temáticas do Trabalho, Emprego e Formação Profissional e a Conciliação entre a Vida Profissional e a Vida Familiar.

Um projecto ambicioso, pois todos sabemos como é difícil alterar mentalidades e comportamentos.

No entanto, vale a pena salientar que as actividades desenvolvidas no âmbito do projecto permitiram um contacto directo com a população escolhida, esclarecendo sobre as disposições legais relacionadas com a temática e, também, informando sobre os procedimentos para a criação de empresas e acesso ao crédito. O Espaço T tem tido sobre as questões de género uma preocupação efectiva e consolidada.

Como prova aí está, pela segunda vez, a Menção Honrosa do Prémio “Igualdade é Qualidade” promovido pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) no ano de 2006.

Saliento ainda que, o impacto que os projectos financiados pelo Sistema de Apoio Técnico e Financeiro às ONG’s têm tido, vem permitindo uma alteração significativa no desenvolvimento da perspectiva da Igualdade.

Sente-se um reforço da efectiva capacidade técnica organizativa das Entidades, e respectiva descentralização territorial; uma mais eficaz relação entre as parcerias estabelecidas para a consolidação das actividades que abrangem Autarquias, Escolas, Associações, Forças de Segurança e Centros de Saúde e, finalmente, há a salientar que a produção de material técnico – pedagógico, que resulta da execução das acções, tem uma qualidade passível de permitir a sua transferência para outros projectos.

Mas o maior impacto é, certamente, o desenvolvimento da transversalidade desta perspectiva e do empowerment (empoderamento) das entidades, através da disseminação das acções e dos novos actores envolvidos, permitindo a consolidação de um processo activo de cidadania, no qual a CIDM, Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, tem estado, desde sempre, fortemente empenhada.

Como promessa, que será concretizada, quero ainda aqui deixar a certeza de que num futuro muito próximo, a CIDM reforçará a sua intervenção a este nível.

Elza Maria Deus Pais Presidente da CIDM – Comissão para a Igualdade e para os Direitos da Mulher

“O meu olhar é igual ao teu, …”

Células humana unem-se num momento de amor,
Células humanas de um homem e uma mulher,
Células humanas crescem e desenvolvem-se,
Dentro de um ventre humano,
Nove meses após surge um ser sexuado.
Nesse momento, para ele o amor contínua, mas as regras sociais impõem-se pelo facto do ser ter um pénis – é homem, ou ter vagina – é mulher, com todas as condicionantes e regalias sociais.
Para já esta divisão redutora de homens e mulheres é limitada pois nós somos muito mais que um sexo.
Mesmo na sexualidade não podemos deixar de pensar logo à nascença que esse homem ou essa mulher pode ser heterossexual, homossexual, bissexual ou transsexual. Já aqui temos quatro classes distintas em função do género. Elas devem existir, mas também o amor e o respeito por esses mesmos homens e mulheres.
Por nascermos com um pénis ou uma vagina e/ou termos outra orientação sexual qualquer, não podemos deixar de ser amados, respeitados e aspirar ao topo do conceito de felicidade. Também este, muitas vezes, definido socialmente. Mas não é bem assim que ainda acontece.
E é por isso que o Espaço t vai tendo, há alguns anos esta preocupação do respeito pelo género, da promoção interna/externa de boas práticas no que refere ao desenvolvimento social, à progressão profissional, à conciliação familiar, entre outras.
Estes pressupostos são demasiado rudimentares, que na realidade já não deveríamos falar deles, mas a verdade é que ainda vemos mulheres a serem apenas donas de casa quando queriam ser outra coisa qualquer e vemos homens a serem uma coisa qualquer quando queriam ser donos de casa.
A verdade plena não existe, mas esta, penso que estaremos lá próximos, igualdade de direitos entre género não pressupõe seres iguais, pois por mais que nos queremos imitar seremos sempre diferentes; a essência de cada um é diferente, a química de cada um é diferente, a autonomia é diferente, a sensibilidade, mesmo até em indivíduos do mesmo sexo!...
Importa sim, aceitar a diferença e na diferença crescermos em conjunto sem discriminação.
Os homens cada vez estão mais bonito, segundo os modelos de beleza actual: depilam-se, usam tónicos, fazem pillings, combinam roupas, vertem lágrimas; esta atitude é boa pois estão a descobrir o seu lado feminino, o seu lado mais estético, mais sensível, sem deixarem de ser homens que lutam por uma carreira, uma família, uma felicidade plena.
As mulheres continuam bonitas, talvez mais cuidadas até, mas passaram esse patamar para o da luta, da afirmação no mercado de trabalho, não deixando de ser mães, amantes e donas de casa.
E é esta multiplicidade de tarefas que torna o ser humano mais feliz, mais realizado com ele e com os outros. No dia em que homens e mulheres, independentemente do sexo e das suas preferências sexuais se respeitarem verdadeiramente, tendo em conta as suas heterogenias, o mundo será certamente muito melhor.
Essa é também a luta do Espaço t.

Tribunal do Trabalho
R. Boavista, 626 4099-014 PORTO
Tlf: 222 006 124 - 222 006 125 - 222 006 126
Fax: 222 050 104

Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego
Avenida da República, n.º 44, 2.º e 5.º 1069-033 LISBOA
Tlf: 217 803 700, 217 960 332

UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta)
Rua de S. Lázaro, 111 - 1º andar 1100-330 Lisboa
Tlf (Lisboa): 218 867 096 Tlf (Porto): 222 010 326
Fax: 218 884 086

CIDM
R. Ferreira Borges, 69 – 2ºC 4050-253 Porto
Tlf: 222 074 370
Fax: 222 074 398

ANE EXPONOR
Feira Internacional do Porto 4450-617 Leça da Palmeira
Tlf.: 22 995 73 12
Fax: 22 995 76 12

CFE Porto EXPONOR - Feira Internacional do Porto, Portaria C 4450 - 617 Leça da Palmeira Tlf: 229 994 000 Fax: 229 994 023

Associação Nacional de Jovens Empresários Casa do Farol, Rua Paulo da Gama s/n 4169-006 Porto Tlf: 220 108 000 Fax: 220 108 010

ORDEM DOS ADVOGADOS Praça da República, 210 4050-498 Porto Tlf: 222 074 573 Fax: 222 074 572

IGT Av. da Boavista. 1311 4149-005 Porto Tlf: 226 085 300 Fax: 226 006 746

UGT RUA ALEXANDRE HERCULANO, 351 - 2º 4000 – 055 PORTO T: 222 081 131 F: 222 081 142

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